Uma volta ao mundo por 7 molhos


O molho na gastronomia, na minha humilde opinião, é a alma de um prato. Sim, algumas delícias não usam nenhum tipo de molho, mas eu o considero como um toque que faz toda a diferença, na apresentação que fica muito mais bonita e nos sentidos que se preenchem de aromas e sabores indescritíveis. Os molhos também deixam seus ingredientes dinâmicos, ajudando a diversificar a sua alimentação do dia-a-dia, além de serem mais fáceis de guardar e de serem produzidos.
Existe um infinidade de molhos mundialmente conhecidos, para a felicidade geral da nação. Alguns bem famosos, outros injustamente não tão conhecidos. Citarei os preferidos do Cozinha na Mala:
1. Pesto (Itália)
De sabor extremamente marcante. A receita padrão vai manjericão, alho, sal, queijo parmesão e/ou pecorino, azeite e pinoli. Bem utilizado na gastronomia italiana, principalmente nas massas. O ideal é se use o almofariz, um mini pilão para triturar ervas, sementes como mostarda e pimenta, entre outros ingredientes.
2. Mornay (França)
Vem de um dos molhos-base da culinária francesa, o molho Béchamel, que nada mais é do que o molho branco que conhecemos. A diferença se encontra na adição de queijo Gruyère e Parmesão, para encorpar e dar mais sabor. Fica ótimo com frutos do mar ou para gratinar com legumes.
3. Chimichurri (Argentina)
Esse é essencial para quem adora grelhados de carne vermelha, pois é típico do churrasco argentino. Apesar dos inúmeros ingredientes, todos se combinam de uma forma que não fica um disputando com o outro, uma harmonia de grandes sabores. Leva salsinha, alho, cebola, pimenta malagueta, azeite, vinagre de vinho branco, cebolinha, louro e orégano. Vale muito a pena experimentar!
4. Ponzu (Japão)
A maioria das pessoas desconhecem desse molho, mas é super básico na vida dos japoneses. Cítrico, vai bem com peixes em geral, principalmente o tataki (peixe levemente grelhado por fora e depois picado). Aqui no Brasil é difícil de fazer, pois a maioria dos ingredientes (mirin, vinagre de arroz, katsuobushi e kombu) só se encontra nos mercados japoneses da Liberdade. Uma outra forma de ponzu, ainda que muito simplificada, é shoyu com limão, mas se puderem experimente o original, sério!
5. Barbecue (Estados Unidos)
Ok, a origem não é 100% americana, mas é lá que foi mais disseminada. A base do molho é feita de molho de tomate, vinagre, especiarias e açúcar, mas em cada estado há uma receita com sua peculiaridade, onde se coloca mostarda, maçã ralada, etc. O que destaca nesse molho é o aroma defumado, que combina muito com carne de porco (o famoso ribs, bem famoso em restaurantes australianos) e asinhas de frango. Outro molho bacana para se ter em churrascos.
6. Chutney (Índia)
Agridoce, é uma mistura de vegetais ou frutas com especiarias, criando um condimento. Há muitas variações de chutneys, um dos mais conhecidos é o mango chutney, de manga com mostarda e chilli. É super versátil, dá para comer passando no pão ou com arroz, e você mesmo pode fazer sua versão de chutney. Ótimo para os mestre-cucas criativos.
7. Tucupi (Brasil)
Não deixando nosso país para trás, é típico da Amazônia, que anda muito em alta na gastronomia brasileira. É extraído da raiz da madioca brava e nela existe ácido cianídrico (vulgo: venenoso), por isso é necessário cozinhar para eliminar e fermentar de 3 a 5 dias. É o ingrediente chave para o Pato no Tucupi, muito apreciado no norte do país.
E você, que molho você experimentou ou utiliza na sua cozinha? Compartilhe com a gente!




Fonte e Imagem: www.cozinhanamala.com

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